<?xml version="1.0" encoding="iso-8859-1"?><?xml-stylesheet type="text/xsl" href="../xsl/jope.xsl"?><colecao><jope><texto><div>Em 2003, na I Conferência Nacional do Meio Ambiente, conheci o Seu
Toinho, um pescador da cidade de Penedo que é também um ecologista e poeta.
<br />Seu Toinho apresenta em forma de poemas, sua tristeza e indignação
com a forma como os governantes tratam os recursos naturais. Em muitos de
seus versos, encontramos temas sobre o Rio São Francisco - uma paixão do
pescador. Ele possui um livro "Pescando Cidadania", lançado em 2003
reunindo seus versos. O livro é distribuido em diversos Encontros e
Assembléias. <br /><br />Separei um dos versos de seu livro <br /><br
/>Nosso velho São Francisco é um rio varonil<br />Quando tinha água
barrenta era o rio do surubim<br />Hoje está ficando sem nada, ai que
saudade.<br /><br />Até mesmo os canoeiros estão achando ruim<br />Porque
acabou a safra do arroz que tinha aqui<br />É preciso viver unidos para
desse abismo sair.<br /><br />Na cidade de Igreja Nova é a maior
reclamação<br />De 75% da sua população que vivia da água e da terra<br
/>Correm todos para o sertão<br />É preciso viver unidos, senão entram na
escravidão.<br /><br />Porque a Dona Codevasf que chegou como um leão<br
/>quando esturrou na serra<br />correu todos pro sertão.<br /><br
/>Confiamos em jesus Cristo porque é nosso irmão<br />desceu do céu à terra
para nos dar esta lição<br />Onde o povo está unido<br />Não existe
escravidão.<br /><br /><em>Poema de Antônio Gomes dos Santos, Penedo-AL,
1984</em></div><br /></texto><nome>carolinarocha</nome><data>1159127528</data><titulo>Velho Chico - a visão de um pescador</titulo><imagem></imagem><comentarios>1</comentarios><id>165</id><lista>../carolinarocha/lista.xml</lista></jope></colecao>